16 de novembro de 2013

Copa de 2014***MELHOR SEM ELA

MELHOR SEM ELA

“Em 2014, devido à extravagância de uma minoria de políticos, cartolas e empresários brasileiros - os quais serão os principais beneficiados -, o certame esportivo tornar-se-á realidade, e o nosso estado sediará novamente a “copa do mundo de futebol”, de cujo investimento é esperado um lucro operacional sem precedentes, em todos os segmentos envolvidos com o turismo nacional.”

Idson Costa - Diretor- Presidente da webSOUL. radio de Belo Horizonte-MG, securitário e contador. 01.11.2013

Em 1950, o Brasil sediou pela primeira vez a copa do mundo. Naquela década, o país passava por momentos de grande instabilidade política, social e econômica. Mas o torneio foi realizado, mesmo divergindo do momento pelo qual o país atravessava. E a seleção brasileira, apesar de embalada pela excelente campanha e pelo apoio da torcida, perdeu dramaticamente a competição para a equipe do Uruguai.
Em 2014, devido à extravagância de uma minoria de políticos, cartolas e empresários brasileiros - os quais serão os principais beneficiados -, o certame esportivo tornar-se-á realidade, e o nosso estado sediará novamente a “copa do mundo de futebol”, de cujo investimento é esperado um lucro operacional sem precedentes, em todos os segmentos envolvidos com o turismo nacional.
Os institutos de pesquisas divulgaram recentemente que uma grande fatia da população brasileira não gostaria que a copa do mundo fosse realizada no Brasil, ponderando que o dinheiro gasto na construção de estádios de futebol deveria, efetivamente, ser investido na melhoria das condições de tráfego nas estradas, no atendimento médico-hospitalar, na segurança pública, na educação e no suporte habitacional para o público de baixa renda, que ainda sonha ter seu próprio imóvel.
O ponto positivo da competição, ou seja, o efeito colateral pós-copa do mundo, será o legado a deixar para as principais capitais que sediarão os jogos: a ampliação e a modernização dos aeroportos internacionais, o aprimoramento urbanístico e a possibilidade de reconstrução e reforma das rodovias que interligam os estados-sedes.
Enfim, o resultado da Copa de 2014 não deverá atender de forma contundente os anseios econômico-financeiros e sociais dos brasileiros. Possivelmente, quem levará vantagem sobre a receita que o evento produzir será o comitê organizador do torneio, e, mais uma vez, os direitos e garantias fundamentais da população, estabelecidos na constituição brasileira, ficarão à margem, aguardando indefinidamente por revisão e mudanças.

Matéria enviada pelo Diretor-Presidente da webSOUL. radio de Belo Horizonte-MG
http://www.radiowebsoul.com
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